Seguro residencial e a importância de proteger seu patrimônio

Conheça as vantagens de se fazer o seguro e os cuidados a serem tomados na hora de contratar

Faça a si próprio um questionamento rápido. Qual seu bem mais valioso: sua casa ou seu carro? De fato, a grande maioria responderá que é sua casa, claro, mas por que será então que essa mesma maioria não tem a cultura de fazer o seguro de seu imóvel e o faz para seu automóvel? Essa resposta está exatamente na palavra cultura. Muitos brasileiros ainda não desenvolveram a cultura do seguro residencial e, por consequência, deixam de cuidar desse bem tão valioso.

De acordo com um dado do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP), existem hoje no Brasil cerca de 60 milhões de residências e apenas 10 milhões delas têm seguro. Como curiosidade, vale destacar números internacionais para se fazer um contraponto. Nos Estados Unidos, Inglaterra e até no Chile, mais de 80% das residências possuem proteção. Nos EUA, por exemplo, um consumidor não consegue alugar, se mudar ou adquirir um novo imóvel se não apresentar o seguro entre os documentos obrigatórios.

Motivos para fazer um seguro residencial

85% das pessoas que procuram o seguro residencial o fazem por medo de roubo ou furto de seus bens. No entanto, de acordo com o corretor de seguros Alexandre Bicalho, da ARTES IMÓVEIS, o seguro residencial, além de roubos e furtos, é contratado para garantir proteção contra eventuais prejuízos decorrentes de riscos ao imóvel. Destinado a casas e apartamentos, os seguros residenciais podem cobrir riscos de incêndio, queda de raios, explosão causada por gás, desmoronamento, alagamento, vendaval, queda de granizo, quebra de vidros, danos elétricos e danos a terceiros.

“Para entender a importância do seguro residencial faça uma conta rápida: some, por cima, o valor dos bens que você têm em vista: televisores, notebook, celulares, aparelhos de som, joias, etc. Os prejuízos por roubo, incêndio e outras eventualidades podem chegar a 30, 50 mil reais, e até mais, dependendo do valor de seus bens. Para se ter uma ideia, com um seguro de 200 reais anuais contra roubo, já seria possível cobrir esse prejuízo”, afirma o corretor.

Atenção na hora de contratar

Por serem amplas e bem diversificadas as coberturas, o segurado precisa ler com atenção as cláusulas contratuais que explicam o que o contrato garante e o que não cobre. Não existe “seguro total” para residências e isso significa que há exclusões de coberturas que precisam estar bem definidas para que o consumidor possa analisar se aquele produto atende às suas necessidades.

Segundo a advogada Raquel Ferreira, mais do que se preocupar com o preço do seguro, o segurado deve buscar esclarecer todas as dúvidas sobre as coberturas. “Uma boa estratégia é levantar hipóteses e fazer o exercício de se perguntar: se ocorrer um sinistro de incêndio na minha residência, quais são os parâmetros que a seguradora adotará para a reconstrução e reposição dos meus bens? Se eu contratar a cobertura de furto e roubo, preciso ter a nota fiscal de todos os bens para ser indenizado? São esclarecimentos técnicos que devem estar ao alcance do segurado, que deverá ter sempre a assessoria de um corretor de seguros para fazer uma contratação adequada e consciente”, comenta a advogada.

Dica da redação

Vale destacar que o seguro residencial, assim como o seguro de carros, também possui bônus progressivo ao não registrar sinistros, o que o torna mais barato a cada novo ano sem ocorrências.

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