Jardins suspensos: maravilha do mundo antigo encanta a modernidade

Os jardins suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, eram grandes monumentos compostos por seis terraços construídos como andares, dando a ideia de serem levadiços. Muitos arquitetos no mundo todo hoje se inspiram no conceito paisagístico surgido na antiguidade e criam projetos que chamam atenção não só pela beleza, mas também por inserirem a ideia de sustentabilidade à engenharia em áreas urbanas. Conheça quatro edifícios modernos que possuem jardins suspensos em seus projetos:

1 – Condomínio Bosco Verticale (Milão – Itália) 

Localizado próximo ao centro histórico de Milão, o condomínio Bosco Verticale possui duas torres com 80 e 112 metros de altura, chamando atenção por se assemelhar a gigantes troncos de árvores e por proporcionar uma espécie de simbiose entre o homem e a natureza. Composto por uma flora de 800 árvores, 5000 arbustos e 1100 plantas menores, o condomínio possui cerca de 100 espécies plantadas, entre elas camélia, magnólia, oliveira, jasmim, acácias e também trepadeiras. Juntas elas cobrem uma área de dois hectares e, à noite, a iluminação projeta as sombras dos galhos e folhas, garantindo um belo visual. A economia de energia também é um grande atrativo: a cortina verde proporciona uma diminuição de 2 a 3 graus centígrados durante o verão. E no inverno, quando as folhas caem, o bosque vertical recebe maior quantidade de luz. O projeto ganhou em 2014 o International Highrise Award, considerado o “prêmio Nobel” da arquitetura dedicada aos arranha-céus.

2 – Park Royal Hotel (Cingapura)

Localizado na região oeste do distrito comercial de Cingapura, o Park Royal Hotel possui uma área total de 15 mil metros quadrados de vegetação, com corredores a céu aberto, orquidários, cercas vivas e três jardins suspensos, o que constitui mais do que o dobro de sua área útil. Os hóspedes são surpreendidos com lindos jardins que brotam de cada uma das janelas em quartos naturalmente iluminados, que estão a uma altura de 12 andares. Entre seus diversos aspectos de eficiência energética, apresenta sensores de luz, chuva e movimento, além de mecanismos de coleta e reciclagem de água das chuvas, reforçando o conceito de sustentabilidade do edifício.

3 – Vegitecture (Barcelona – Espanha)

O prédio residencial Vegitecture (mistura de vegetação e arquitetura) possui um gigantesco jardim vertical com 21 metros de altura e 300 metros quadrados de área, e esbanja uma fachada viva que permite filtrar as impurezas do ar, controlar a temperatura dos apartamentos e  também isolar o ruídos que vêm da rua. O edifício também possui um sistema de irrigação gota a gota automatizado, que monitoriza o consumo de água e os insumos necessários para manter a fachada viva. Com uma estrutura feita em aço galvanizado, cada plataforma de jardins conta com bancos, fontes de água e um telescópio que permite observar a flora e a fauna do local.

4- Empresarial Artes (Belo Horizonte – Brasil)

O Empresarial Artes, primeiro empreendimento comercial da ARTES CONSTRUTORA, inaugurou em 2014 a maior parede verde de Belo Horizonte, com 16 metros de altura e 1,80 metro de largura.  O jardim suspenso aplicado à fachada visa benefícios como a diminuição da temperatura interna e a redução de  infiltrações e da poluição sonora, já que a cobertura vegetal absorve ruídos. As plantas que compõem o jardim vertical são Aspargos Alfinete, Cissus e Jiboia e foram escolhidas de acordo com os fatores de luminosidade e combinação quanto à estética, textura, forma e cor das folhas. Com conceito sustentável, o prédio se destaca também por seus sistemas de reaproveitamento de água da chuva e medição de água individualizada.

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