Ele é PÃE, com muito orgulho, com muito amor

No mês dos pais, conheça a história de Gustavo Moreno, um belo-horizontino que cria os filhos sozinho e representa muito bem a crescente parcela de pais solteiros no Brasil

Nos dias de hoje encontramos uma significativa quantidade de pais que participa ativamente da criação de seus filhos e um número cada vez maior de homens que criam seus filhos sem a presença da mãe. Essa ausência da figura maternal pode se dar por diversas razões, sendo as mais comuns a separação do casal ou o falecimento da mulher. E há também um crescente número de homens solteiros que estão adotando crianças.

Trocar a fralda do bebê e levantar várias vezes à noite para conferir a temperatura, preparar a lancheira da criança e voltar a estudar matemática para ensinar o filho. Esses e outros cuidados, comumente associados à rotina das mães, agora são o cotidiano de muitos homens que, sozinhos, criam seus filhos. O número de pais solteiros aumentou 28% em pouco mais de uma década no Brasil, segundo estudo sobre a desigualdade de gênero e raça divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) no ano passado.

Na edição de agosto do SEU LUGAR, mês dos pais, conheça Gustavo Moreno, um belo-horizontino que há quase cinco anos cria seus dois filhos sozinho, com muita dignidade!

Ficamos juntos 23 anos. Namorei 10 anos minha esposa (Lorenza Riggio). Ficamos casados durante 13 anos. Mas nos últimos 3 anos do nosso casamento ela foi diagnosticada com câncer de mama e, mesmo com os tratamentos (agressivos), ela veio a falecer. Lorenza foi a mulher que me transformou em um homem melhor. E ela me preparou também para ser um bom pai para a Giovana Riggio Moreno (hoje com 10 anos – na época da morte da mãe ela tinha 5 anos) e para o Pedro Riggio Moreno (hoje com 9 anos – na época da morte da mãe ele tinha 4 anos).

Faz 4 anos e 8 meses que eles moram comigo e eu os crio sozinho. No início foi muito difícil, pois tive que assumir 100% das tarefas da casa e 100% da educação e higiene deles.

A primeira coisa que fiz, foi ler vários livros que minha esposa havia lido sobre como cuidar de bebês e crianças (ex: Criando Meninos – Steve Biddulph; Criando Meninas – Gisela Preuschoff; Pais Brilhantes, Professores fascinantes – Augusto Cury). Como ela não estava mais aqui, eu procurei aprender os cuidados de uma mãe, no que tange a educação, sentimentos e coração. Claro que tenho apoio da minha família, minhas irmãs, principalmente dos meus pais e tia Ignês (tia avó). Quando vou sair para algum evento à noite eu os deixo com meus pais. Tenho também um apoio muito grande da escola em que eles estudam.

Em paralelo, eu não podia deixar minha vida de lado. Apesar de ter amado e recebido amor da minha esposa, agora o ciclo de vida dela estava completo, e esse ciclo de vida dela havia se completado dentro do meu ciclo de vida. Sou grato a Deus por Ele ter permitido que eu a cuidasse e a amasse, até a última batida do coração dela.

Fiz uma limpeza no meu coração e sentimentos. Naturalmente, assim como são meus relacionamentos, as coisas acontecem e divinamente chegará até mim novamente, um amor diferente que irá me fazer um homem mais feliz e a meus filhos também, porque quando eu estou mais feliz meus filhos estão também e vice-versa.

Meu lado profissional foi prejudicado com o falecimento da minha esposa. Tive que parar de viajar a trabalho e fiquei limitado aos trabalhos de outros estados ou países. Com isto perdi grandes oportunidades de emprego e perdi alguns empregos também. Mas tenho uma boa empregabilidade, além de gostar muito de trabalhar e da minha profissão, me encontro sempre bem empregado. Continuo sendo o provedor, porém com mais algumas responsabilidades de mãe, sendo agora … “PÃE”!

Assim, se passaram 4 anos e 8 meses. Estou mais inteligente emocionalmente e meus filhos com ótima saúde física e emocional. Por fim, tenho a dizer que somos uma família que se respeita, se cuida… que brinca, passeia, viaja, que ri, que chora, que briga, que perdoa e pede “desculpa”! Que desanima e que anima, mas principalmente que se AMA e que CONFIA!

Nesta história ainda falta uma personagem… Uma Mulher (com “M” maiúsculo) que realmente irá querer entrar em nossas vidas, trazendo a vida dela e da família dela. Trazendo todas as suas alegrias e dores, virtudes e manias e que irá ser amada, cuidada e respeitada… alguém se habilita?!?!?!?! (risos).”

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