ADOTAR: UM ATO DE AMOR!

Algumas crianças estão conversando sobre adoção, uma delas pergunta: “o que é isso?”, e a outra responde: “quer dizer que você cresce no coração da mãe, em vez de crescer na barriga”.

Você não está só, de George Dolan

No dia 25 de maio é celebrado o dia nacional da adoção. A data ganhou esse significado a partir de 1996, no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. No Brasil, o ato está regulamentado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e é visto como uma medida protetiva para crianças abandonadas.

Hoje há no país, aproximadamente, 7.200 crianças aptas à adoção e 38 mil interessados em adotar, segundo informações do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). A adoção é uma medida excepcional e irrevogável, que só se torna opção quando todos os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural acabam.

Mas, mesmo com o número de pretendentes a adotantes sendo cinco vezes maior do que o de possíveis adotados, os abrigos ainda estão cheios. Isso se deve ao perfil de criança exigido, que não é compatível com a realidade. Cor de pele, idade e sexo são alguns dos fatores limitantes.

O processo de adoção tem algumas exigências e passos que devem ser seguidos:

– Ser maior de 18 anos – respeitando a diferença de 16 entre o adotante e quem será acolhido.

– Ter vontade – solteiros, viúvos ou casais em união estável também podem adotar e alguns juízes já deram decisões favoráveis a casais homoafetivos.

– Fazer uma petição – seu nome deve ser aprovado para ser incluído no cadastro de adoção.

– Participar do curso de preparação psicossocial e jurídica para adoção – é obrigatório e depois disso o candidato é submetido a avaliação com entrevistas e visita domiciliar.

– Escolher o perfil – na visita técnica o pretendente estabelece sexo, idade, estado de saúde e outras características da criança/adolescente. Quando há irmãos a lei prevê que não sejam separados.

– Conhecer a criança/adolescente – quando há uma criança com o perfil procurado, apresenta-se o histórico de vida e, se houver interesse, criança e pretendente à adoção são apresentados e ocorrem visitas monitoradas.

– Estabelecer um estágio de convivência entre a criança/adolescente e o adotante – o pretendente recebe a guarda provisória e a equipe técnica acompanha para realizar a avaliação conclusiva.

– Receber o novo membro da família – com todos os laudos positivos, o juiz determina um novo registro de nascimento com o sobrenome da família e a criança passa a ter todos os direitos de um filho biológico.