A crise e as crianças

Orientações para ensinar tolerância aos pequenos em momentos de adversidades econômica e política

Vivemos dias conturbados na política e na economia brasileira. Um país cheio de incertezas e ânimos exaltados. Ideologias divergentes e polarizações de opiniões têm tornado as relações mais hostis, como se houvesse apenas dois caminhos possíveis para a recuperação do país. Se você escolhe um lado, se torna totalmente contra o outro, quase inimigos.

Esse tipo de dinâmica afeta a todos, inclusive às crianças. Isso mesmo, os pequenos também estão expostos às mudanças do país e aos pontos de vista acalorados. O resultado? Jovens mais intolerantes e sem respeito pela opinião do próximo, brigas e insultos que tomam o lugar dos diálogos saudáveis e da construção de um conhecimento compartilhado sobre o momento em que vivemos.

Já parou para pensar a razão disso? As crianças, em geral, reproduzem os comportamentos que presenciam em casa. Aquelas que agem de forma intolerante, muito provavelmente têm pais e familiares que também se comportam assim.

Confira, então, alguns passos para evitar que as crianças com as quais você convive propaguem esses tipos de conduta e tornem-se cidadãos mais esclarecidos e tolerantes.

Cuidado com as palavras

É possível criticar um governo ou político, sem ridicularizá-lo ou ser ofensivo. Busque policiar a forma como se fala, principalmente próximo às crianças. Os pais são os exemplos dos filhos e se você utiliza certo vocabulário, eles irão tomar aquilo como o certo e repetir. Que tal ao invés de chamar um político de ladrão, usar termos como desonesto ou sem confiança? A forma como se fala fará toda a diferença.

Respeito vem sempre em primeiro lugar, passe essa lição

Lembra-se daquela máxima “respeito é bom e eu gosto”? Isso também vale para as discussões em frente às crianças. Uma coisa é você ter uma posição política e defendê-la, já outra é partir para a briga e ofensas pessoais. Busque conversar e ensinar aos pequenos sobre a importância de se dialogar sem gritar, ouvir a outra pessoa com educação, sem interrompê-la ou zombar de sua opinião. Pense bem: sem diálogo e troca de ideias, não há democracia. Apresente às crianças a importância de se respeitar a opinião do próximo desde cedo, e isso vale para tudo, não apenas para política.

Apresente seu ponto de vista, mas sem desmerecer a opinião do outro

Mais do que expor o que é certo ou errado, os adultos devem incentivar que as crianças manifestem suas ideias. Em um tempo em que as opiniões contrárias são cortadas e o diálogo é simplesmente encerrado, os pequenos aprendem sobre intolerância ao invés de ouvir o ponto de vista do outro. Ao escutar e expor opiniões contrárias com paciência e educação, as crianças percebem que é possível construir conversas saudáveis, sem a necessidade de brigas e ofensas gratuitas.

Não esconda o momento do país, procure explicar o que está acontecendo

Não adianta poupá-las de assuntos que seriam “de adultos”. Dialogue, de maneira simples e clara, de acordo com a idade da criança. Enfatize que é importante participar da política, se posicionar e se envolver, mesmo que tenha opiniões diferentes das outras pessoas. Esclareça que devemos protestar contra o que não concordamos e buscar alcançar um mundo melhor e mais justo.

Busque o apoio da escola

A escola faz, obviamente, parte do processo de construção social da personalidade das crianças. Por isso, deve atuar como parceira dos pais no ensinamento das noções de tolerância e respeito ao próximo. Independente do posicionamento político da família, é importante que, em casa e na escola, a criança tenha informações positivas e negativas relacionadas à crise e sinta-se segura para expor suas ideias.

Não sabe se esse tipo trabalho é feito na escola do seu filho? Procure a direção, se aproxime da instituição, conheça como o assunto é abordado e busque discutir com outros pais sobre os melhores caminhos para uma educação sempre positiva para os futuros adultos.

Fonte dos dados: Revista Crescer

One thought on “A crise e as crianças

  1. corburterilio

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