25 de julho: dia nacional do escritor

Nesta data, conheça Rafaela Polanczyk, jovem escritora que surpreende com seu primeiro livro

A promissora escritora Rafaela S. Polanczyk, de apenas 16 anos, lançou no início de junho, em Belo Horizonte, seu primeiro livro, O Rei Perdido, volume inaugural de uma trilogia de literatura mágica voltada para o público juvenil. O livro narra a saga de Raul, também de 16 anos, criado como filho adotivo por família estrangeira na Nigéria. Passando por um portal em uma árvore mágica, ele se descobre em Jolebon, um mundo paralelo à Terra onde, aos poucos, se revelam o seu destino e a missão de salvar o povo daquele lugar.

Escrito em linguagem moderna e consistente, o livro atrai e segura o leitor, mesmo exigindo atenção e a perseverança necessárias à leitura de textos mais longos – o primeiro volume tem 398 páginas. Chama a atenção o fato de uma autora adolescente – e não uma adulta – escrever para o público da sua idade, além da própria literatura de Rafaela, que apresenta maturidade e fluência do texto, complexidade da trama e uma visão, perfil e características genuinamente juvenis dos personagens.
“Foram quase três anos de trabalho, comecei aos 14 anos. Terminei o primeiro volume e já estou escrevendo o segundo. Meu livro é uma mistura de fantasia, aventura, ação, coisas que fazem referência à mitologia grega, tudo misturado com imagens e situações da minha imaginação”, explica a jovem autora.

Rafaela Polanczyk reconhece a influência de alguns dos mais bem sucedidos autores da recente produção literária universal destinada a esse público, principalmente J. K. Rowling (Harry Potter), Philip Pullman (A Bússola de Ouro), C. S. Lewis (As Crônicas de Nárnia) e Suzanne Collins (Jogos Vorazes). Acrescente-se a diversidade de estilos e influências de uma leitora quase compulsiva – que segundo suas próprias palavras, “quando ainda tinha tempo”, chegou a ler perto de 70 livros de vários autores em um ano – para entender o fôlego do texto, o estilo literário fluente e a trama bem articulada construída pela escritora.
Além de escrever e de cursar o 2º ano do Ensino Médio de um tradicional colégio de Belo Horizonte, Rafaela também se dedica à dança e ao violino, que começou a estudar durante o período em que morou na China com sua família. Ela avalia que ter vivido em um país tão diferente pode ter influenciado sua personalidade determinada e focada nos projetos e responsabilidades, assim como a decoração da casa com alguns móveis e objetos trazidos da China são onipresentes em sua rotina e ambiente de trabalho e estudo. “Nunca deixei de fazer nada normal para a minha idade e nem deixo de ir onde as minhas amigas vão”, garante. E dá a receita: “Apenas me concentro naquilo que estou fazendo. Para isto, preciso de um ambiente tranquilo e, em minha casa tenho essa tranquilidade. Para escrever, ler e estudar tenho meu cantinho sossegado com um computador, um local isolado, mas perto da minha família que sempre incentivou minha paixão pelos livros e respeita meus momentos de concentração”, finaliza.

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